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Marcos Tolentino: Ai, que vida boa, olerê! Ai que vida boa, olará!

“Ai, que vida boa, olerê! Ai que vida boa, olará! O estandarte do Sanatório Geral vai passar!”

Março de 2018. Passada a alegria fugaz, a ofegante epidemia, que se chamava Carnaval, Betinho Neto me convidou, numa conversa de pia de cozinha no apartamento dele, para fazer parte e retomar um projeto antigo: a Sanatório Geral. Entre um litrão e outro de cerveja, me deixei levar pelos argumentos e me convencer principalmente pelo poder sanador que um projeto como a Sanatório um dia teve para ele, e que poderia vir a ter para nós: os novos colaboradores.

Num momento em que nossa pátria mãe está novamente tão distraída, sem perceber que é subtraída, em temerosas transações, a Sanatório ressurge como um espaço em que queremos cantar, com a maior diversidade de vozes possíveis, a evolução e a beleza da liberdade, até o dia clarear. Um espaço de intervenção, num momento em que vemos muitos dos nossos canais pouco a pouco serem limitados ou silenciados.

Abrir as portas da Sanatório é abrir espaço para a expressão das vozes daqueles personagens que ganharam as ruas no Carnaval cantando por Chico, que eu me insipirei para escrever esse texto, e que foram reatualizados com novas caras, como vemos e sentimos nas ruas de São Paulo. Diversidade sempre foi e continuará sendo o estandarte defendido pela equipe da Sanatório. Diferentes cores, olhares, vozes, identidades, ideias, concepções, imagens, contribuições. Tudo para tirar o nosso leitor do seu lugar comum, e apresentá-lo outros universos, outras loucuras e outras possibilidades.

Bem-vindos à Sanatório Geral! Muito axé e que seja uma internação prazerosa para todos nós!